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Um clique pode ajudar a preservar as borboletas

O público alimenta o Censo Global de Borboletas e ajuda a reunir informações fundamentais para a elaboração de estratégias de conservação e preservação das espécies. Os flagrantes ajudam cientistas na avaliação e identificação dos insetos.

Biólogos descobriram que a participação do público com um simples clique ajuda a preservar as borboletas. Um simples clique e algumas informações básicas podem ser fundamentais para que esse projeto dê certo.

Como ajudar a preservá-las ?

A Friend of the Earth, uma iniciativa da Organização Mundial de Sustentabilidade, criou o Censo Global de Borboletas. Ele consiste em um banco de dados mantido pela população. Ou seja, qualquer pessoa pode participar e o envolvimento de todos é essencial. São necessários dois movimentos simples. Sempre que avistar uma borboleta ou mariposa, tire uma foto de perto sem perturbar o espécie e encaminhe para o número de WhatsApp (+ 39 344 158 0067).

“Para não assustá-las, faça o mínimo de barulho possível, mas acima de tudo mova-se devagar e na mesma altura dela, para que a espécie fique bem enquadrada”, ensina a cientista Clarissa Puccioni, especialista de projetos da Friend of The Earth. “Vale ressaltar que nem todas as borboletas são medrosas ou calmas, dependerá da espécie e do contexto. Mover-se devagar e ter paciência é o segredo”.

Dessa forma, um representante do projeto responderá com o nome da espécie e arquivará as informações, associando-as a um mapa interativo. Já são cerca de 840 espécies identificadas em 38 países com apenas 2 anos de projeto.

O maior objetivo do Censo Global de Borboletas é alimentar os bancos de dados científicos a fim de avaliar e compreender melhor as populações para desenvolver estratégias de preservação e conservação.

Além disso, a descoberta de espécies que não são vistas há anos também é recorrente através do Censo. “…a mariposa Acherontia atropos foi encontrada em Arghillà, na Itália, após 40 anos. Ou a borboleta Lopinga achine, também encontrada em Brescia, no mesmo país, onde é muito rara e classificada em risco de extinção”, afirma Clarissa.

O projeto, além de preservar, incita a população a realizar ações benéficas ao meio ambiente e conscientiza sobre o grave risco de extinção desses insetos tão admirados mundialmente.

Artigo por Maria Clara Montanha

Fontes: Friends of the Earth; Labor