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Borboletas e seus ensinamentos para vida.

Na história humana fábulas com lições de moral são comuns. Normalmente há um ou vários animais antropomorfizados (com inteligência humana e capacidade de falar) envolvidos. Exemplos comuns são as várias histórias envolvendo raposas, lebres, sapos e leões. Mas e as borboletas? As características desse nosso querido inseto podem nos trazer aprendizados.

  • A vida é uma constante transformação.

A vida da borboleta é repleta de transformações, a metamorfose significa que ela termina a sua vida de uma maneira completamente diferente da que começou. A jornada da borboleta se inicia como um ovo, de onde sai uma lagarta, que após alguns meses se alimentando produz uma pupa (casulo) de onde depois de mais alguns meses sairá por fim a borboleta.

Figuradamente, metaforicamente e alegoricamente falando podemos dizer que nossa vida também é uma eterna metamorfose. Além das transformações físicas que ocorrem em nosso corpo nós também passamos por inúmeros processos emocionais, psíquicos e sociais que vão nos transformando ao longo de nossas vidas. Você é hoje o(a) mesmo(a) que era há quatro anos?

Tal qual a vida das borboletas, a nossa própria vida também é uma grande metamorfose, nossa primeira lição é aceitar que essas transformações são naturais e fazem parte do jogo. Não devemos lutar contra elas, mas sim recebê-las.

  • A importância de se ter uma reserva.

Muito se fala da fase inicial da vida de uma borboleta, quando ela ainda é uma lagarta, bem como da fase adulta de sua vida quando ela já tem suas asas e voa por aí encantando a nós todos com as suas cores, mas pouco se fala da fase intermediária – isso é – quando a lagarta está dentro da pupa. Já parou pra se perguntar como o animal se alimenta dentro da pupa se ele está lá imobilizado e não pode se mover atrás de alimento? Bom, dentro da pupa a borboleta em formação se alimenta das reservas de comida que ela adquiriu quando ainda era uma lagarta. Sim, a lagarta cria uma “reserva” ou uma “economia” de alimentos para si, assim garantindo que não morrerá de fome ao estar impossibilitada de se mover dentro da pupa.

Através desse exemplo deixado pelas borboletas, percebemos que é sempre importante termos as nossas reservas de recursos para, caso um dia nos encontremos impossibilitados de ir atrás do nosso sustento ou ainda em casos de emergência, termos de onde tirar o básico para a nossa sobrevivência.

  • Devemos cuidar daquilo que é nosso.

Quando lagartas, as borboletas se alimentam de folhas, já quando adultas elas se alimentam de líquidos, em especial o néctar das flores. Ao se alimentar do néctar de uma flor, a borboleta acabe pegando também o pólen dessa flor, o espalhando a medida que voa.

Sendo assim a borboleta é um forte agente polinizador na natureza, isso é dizer que a borboleta, na mesma medida que se alimenta das flores, também faz com que as ajuda a se reproduzir. Garantindo portanto a sobrevivência da própria espécie que lhe serve de alimento.

Isso nos ensina que é importante que nós tenhamos cuidado com os recursos que a Terra nos oferece. Enquanto o ser humano mantém uma relação cada vez mais predatória com o meio ambiente, de onde retira seus principais recursos, a borboleta ajuda a preservá-lo. Deveríamos aprender também essa lição com nossas amigas coloridas.